“A AS-Tronic 2 foi a primeira caixa desenvolvida completamente para rede CAN, ou seja, integra a eletrônica de todos os módulos do veículo. Foi desenvolvida para ser um produto diferenciado, completamente automatizado, sem a opção de reverter para mecânica”.

Ele explica que a caixa automatizada, assim como nos veículos de passeio, elimina o pedal da embreagem. “A embreagem física está lá, mas o motorista não tem o comando dela. Através do joystick (alavanca de câmbio) ele pode deixar no automático ou pode reduzir ou aumentar a marcha no modo sequencial. Ou seja, diferente de uma caixa automática, o condutor pode intervir a qualquer momento”, complementa.

Conceito e manutenção

A caixa funciona por meio de uma central eletrônica eletropneumática, que comanda as mudanças de marchas e abertura e fechamento da embreagem. O modulo é interligado com outros módulos do veículo pela rede CAN. Sua manutenção consiste basicamente na troca de óleo – o ZF Ecofluid M, porém, o intervalo é extenso, e pode durar até 540 mil km. “A caixa conta com um respiro com mangueira que aumenta os intervalos de troca de óleo, porque evita contaminação por água”, afirma.

Ele orienta que além da troca de óleo da caixa, o técnico deve manter a manutenção do veículo em dia para não prejudicar o sistema, fazendo as trocas de filtros no prazo determinado, drenando a água do reservatório de ar, checando o secador e mantendo o aditivo do radiador em ordem.

“O reservatório de ar tem que estar com pelo menos com 10 BAR de pressão. No caso de contaminação do sistema por água ou óleo, vai provocar o funcionamento incorreto do sistema eletropneumático”.

Componentes

Marcelo Mendes, técnico de Montagem de Produtos da ZF do Brasil, fez a desmontagem da caixa e apresentou os componentes envolvidos.

• Atuador da transmissão: responsável pelos engates de marchas e abertura e fechamento da embreagem. O atuador tem dois conectores: um veicular, que recebe a alimentação elétrica da bateria e rede CAN, e o outro da transmissão.

Atuador da embreagem: comandado pelo atuador da caixa, sua eletrônica faz o que o motorista faria. É ligado por um cabo, e nele tem uma entrada de ar, sem redutor de pressão. Por meio de ar comprimido, o pistão é acionado e controlado por um sensor de posicionamento. Um circuito eletrônico analisa as mensagens e comanda as válvulas de abertura e fechamento da embreagem. Se der problema, não tem reparo. No caso de entrada de água, por exemplo, é trocado completamente.

Componentes de atuação da embreagem: rolamento de embreagem e garfo.

Um pequeno radiador auxiliar para manter a temperatura da caixa em ordem, não exige manutenção e utiliza o mesmo líquido de arrefecimento do motor, ou seja, mantendo o líquido em ordem, esse radiador vai funcionar com perfeição.

FONTE: O MECÂNICO- http://omecanico.com.br/caixa-automatizada/